Marcas! (Parte 3)

Continuação da história que inventei para um trabalho de faculdade que acabou se estendendo em 4 partes!

O reencontro   

cats

Em um café não muito longe do cemitério:
-Não sei se foi inconveniente da minha parte aparecer aqui. – disse Helena.
-Não, não, que isso… Só fiquei surpreso. – respondeu Daniel.
   Apesar de tudo Daniel sentia algo por ela, ele estremecia e ficava nervoso perto dela, mas não era de raiva, lá no fundo ele ainda era apaixonado por aquela garota. Mas depois do que aconteceu, Helena nunca mais voltou a olhar para ele e Daniel não soube como reagir ao que tinha acontecido. Por causa dos comentários e por ver o nervosismo de Helena, resolveu mudar de cidade.
-Eu vim porquê…
   Era muito difícil para Helena falar, ela tinha ajuntado muita coragem para estar ali, então respirou fundo e continuou:
-Primeiramente eu vim para pedir desculpas. – disse Helena.
-Você não precisa pedir desculpas! Eu que deveria fazer isso!
   Daniel estava surpreso e incomodado. Afinal de contas foi ele quem errou com ela. Helena continuou:
-Mas mesmo assim, não deveria ter agido daquela forma. Depois de todos esses anos, vi suas notícias na internet, você pareceu mudado, mais maduro, afinal de contas até se casou…
   Helena sorriu e Daniel retribuiu, ele estava muito contente por ela estar ali. Então ela prosseguiu:
– Quando vi a notícia sobre o que tinha acontecido com a sua esposa, fiquei preocupada como você estaria, afinal, já seria a segunda tragédia que acontece com você. – expõe Helena séria.
-Obrigado por se preocupar comigo. Eu gostava muito de Kate e não sei como vai ser minha vida agora sem ela. – respondeu Daniel.
   Daniel se esforçou para encher seus olhos de lágrimas, precisava mostrar para Helena que realmente amava Kate.

   E assim começou uma nova fase na vida de Daniel. Os dois ficaram horas conversando sobre o rumo que cada um tinha tomado na vida.

Helena tinha se tornado uma nutricionista e estava linda, continuava com um olhar meigo, mas estava diferente, seu comportamento era de uma mulher independente e decidida.

Marcaram um jantar para uma conversa mais detalhada. Chegando o dia do encontro, Daniel estava ansioso. Já tinha preparado o jantar. Sentia-se como um adolescente apaixonado que faria de tudo para que dessa vez saísse tudo certo.

    Então a campainha tocou. Daniel estava de social esporte e Helena em um vestido branco todo florido. Helena entrou e cumprimentou Daniel.
-O cheiro está maravilhoso. – contou Helena
-Nem me fale, você não sabe como foi difícil. – respondeu Daniel.
-Por que? Você sempre cozinhou tão bem! – perguntou Helena curiosa.
-É, mas antes você não era uma nutricionista. – respondeu Daniel rindo.
-Ah, nada vê!! – rebateu Helena rindo de Daniel.

  Enquanto jantavam relembravam os velhos tempos e riam muito.

-Então, o que achou da comida? – pergunta Daniel.
-Tá ótima! Seu tempero é muito bom, tem um gosto diferente bem no finalzinho, mas não estou conseguindo distinguir o que é…- respondeu Helena pensativa
-É amor. – disse Daniel.

   Daniel parou. A palavra tinha simplesmente escapado. Helena corou mas deu um sorriso tímido. A noite continuou perfeita, tirando a despedida, pois Helena passou mal na hora de ir embora. Ela desmaiou e sentiu fraqueza. Daniel cuidou dela até que melhorasse, e a levou para casa.

Renasce o assassino

 
 
   Algumas semanas depois, Gustavo foi à casa de Daniel. Ele resolveu pedir desculpas a Daniel, por ter começado o assunto no barzinho sobre o envolvimento de Kate e Tiago.
   Enquanto Daniel começava a preparar o café, Gustavo dizia que estava bêbado e que realmente não queria ter começado o assunto naquele dia, sobre Kate e Tiago já terem saído.
   Daniel disse que estava tudo bem e que nem se lembrava mais da brincadeira do amigo, mas tudo foi uma grande mentira. Daniel ainda tinha raiva de Gustavo por ter feito aquilo em público, então disfarçadamente dissolveu chumbinho na água do café.
   Então Gustavo perguntou como ele estava emocionalmente. Daniel respondeu que estava muito bem e que sentia muita falta de Kate, mas até que estava conseguindo superar o ocorrido. Gustavo muito astuto percebeu algo diferente no amigo e perguntou se ele estava saindo com alguém. Daniel balbuciou e então resolveu contar que estava saindo com sua ex, Helena.
-Cara, isso é demais! Sei que pode parecer cedo, mas você não tem culpa, pode acontecer com qualquer um.- disse Gustavo animado.
-Valeu! Realmente, eu estava achando muito errado o que eu estava fazendo.- respondeu Daniel.
-Não, mas acho incrível você e Helena conseguirem deixar as coisas para trás e lhe darem com essa situação. Sabe… – continuou Gustavo –  Eu e a Amanda…
-Sua namorada? O que tem ela? – Perguntou Daniel curioso.
-Eu trai ela. – respondeu Gustavo

   Daniel paralisou, ele estava na dúvida se deveria fazer isso com Gustavo, mas depois dessa confissão ele teve certeza. A única coisa que passava em sua mente era “traidor, tem que morrer”.

Gustavo continuou:

-Cara, eu sei que é errado, mas não precisa fazer essa cara, eu já estou me sentindo culpado. Não consigo nem olhar para ela direito.

-Não é isso, só não esperava… – respondeu Daniel.
    Gustavo continuou muito eufórico contando a Daniel sobre seu arrependimento e sobre não conseguir contar a sua namorada. Para Daniel foi perfeito Gustavo estar tão agitado, pois não percebeu nada de diferente no gosto do café e nem que Daniel se quer provou do seu próprio café.
   Assim que Gustavo terminou de beber. Daniel lhe aconselhou a voltar para casa e se preparar para contar a Amanda o que fez. Gustavo saiu apressadamente e foi para casa.
   Algumas horas depois…
   Amanda liga para Daniel chorando, e fala que Gustavo foi encontrado em sua casa morto, ela disse que a cena foi horrível, ele estava encolhido e coberto de sangue e saia sangue por todos os orifícios dele, a casa estava suja de vômito. Ela estava desesperada e perguntou se Daniel sabia de alguma coisa.
   Daniel disse que Gustavo estava em sua casa, muito alterado falando que já tinha traído ela e estava com peso na consciência. Daniel disse que tinha aconselhado ele a contar a ela, mas que não estava entendo o que tinha acontecido. Então Amanda começou a chorar muito alto e entre seus choros disse que o médico suspeitava que ele tivesse tomado chumbinho. Ela não tinha entendido antes, então perguntou a Daniel:
-Será que ele fez isso por peso na consciência? Por causa de mim??! – gritava chorando para Daniel.
-Provavelmente. Sinto muito Amanda… – respondeu Daniel angustiado.
[…]
   Daniel começava a sentir prazer nas mortes que ele ocasionava. Certa vez, duas mulheres conversavam no elevador do prédio que ele frequentava. E uma delas sempre se gabava de trair seu namorado e ele nunca a descobrirá. Começou a vigiar a rotina daquela mulher e descobriu que todas as sextas-feiras ela sempre estava sozinha no elevador com ele.
   Inventando uma desculpa qualquer foi à sala do segurança e descobriu que a câmera daquele elevador e a do 4° andar estava quebrada, foi a deixa que ele precisava.
   Chegando a sexta-feira Daniel estava equipado. Para ajudar estava frio, o que explicava suas luvas.
   Quando a mulher entrou, aconteceu algo inesperado, ela começou a dar em cima dele. E por algum motivo aquela mulher sabia do passado de Daniel. Ela disse:
-Olá… Vai a algum lugar hoje?
-Não! – Respondeu Daniel rispidamente.
-Que tal se a gente saísse junto? – perguntou melosamente.
Daniel ficou enojado. E respondeu:

-Claro que não! Eu já saio com uma pessoa.

Enquanto se aproximava da boca dele, perguntou:

-E o que tem? Isso nunca te impediu antes, não é?

Então Daniel lembrou que já tinha saído com aquela mulher no passado. Quando ela colou a mão no seu peitoral, ele ficou revoltado. Tirou do bolso um saco plástico e um pedaço de barbante, colocou na cabeça da mulher e começou a asfixiá-la. Enquanto fazia isso, falava para ela:
-Porque agora eu estou mudado.
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Primeiramente queria pedir desculpas, pois queria terminar na 3º parte mas não deu. O texto ficou muito grande, então dividi para não ficar tão cansativo.
Queria dizer também que é muito difícil matar alguém, da trabalho esconder um corpo, ou não deixar evidência na cena do crime (lembrei de todas as maneiras que o CSI poderia descobrir as evidências e isso me deixou com as mãos atadas, rs).
Enfim, apesar de ser uma ficção, eu queria chegar perto da realidade, pesquisei vários remédios, sintomas, como esconder um corpo, como fazer parecer acidente, ou seja eu aprendi muita coisa e se a polícia resolver investigar meu computador, eu vou presa!!! Hahaha.
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