O Rastro – Filme (Crítica)

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O Rastro (Crítica) – É bom ou não?

É bom! A produção tá ótima! Um sentimento que define esse filme pra mim é ORGULHO!

O Rastro conta a história de um hospital que está sendo fechado por falta de estrutura. O prédio está caindo aos pedaços e por isso os pacientes estão sendo transferidos para outras unidades hospitalares. Acontece que entre essa troca de pacientes, uma garotinha desaparece e o médico que trabalha na secretaria de saúde – responsável por esse operação – começa a ficar preocupado e passa a ter visões com a garota.

O filme mostra a busca pela menina e o que teria acontecido com ela. É meio devagar o desenrolar, mas o filme é legal e surpreendente, pois foge completamente da maioria dos filmes brasileiros que você já viu. Primeiro: porque é de terror. Segundo: é ambientado em lugares bacanas, como um hospital abandonado de verdade, mostra a central de operação do Rio (Nem sabia que existia uma sala daquela no Brasil *0*). E terceiro: a filmagem é LINDA.

A fotografia do filme lembra muito a de filmes americanos, que tem aquela pegada escura – mas nada que impeça o telespectador de compreender o que está acontecendo em cena.

O que eu (RENATA) não gostei, foi da posição de algumas câmeras. Algumas eram de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou deixavam o ator no canto e o restante sobrando. Eu não achei legal, se nada for acontecer naquele canto (ou não tem nada de bonito), não tem porque mostrar ele. Até foi criativo a posição das câmeras, mas achei que não combinou com a história (algumas vezes até tirava minha concentração do filme)… ou talvez eu tenha ‘toc’ e por isso eu prefiro as coisas centralizadas Haha.

Enfim, para finalizar!

Eu não sou chegada em filmes brasileiros, pois na maioria das vezes tem putaria e não dá para assistir com a família. Ou o enredo é fraco, ou se passa na favela (não sendo preconceituosa, pois moro perto…. ou dentro de uma, haha), mas o Brasil tem tanto, mas TANTO lugar bonito e a única coisa que vemos nas produções brasileiras são favelas e praias e FALA SÉRIO, o Brasil tem cenários maravilhosos!! Helloooo, nós temos o Aleijadinho por aqui. É cada arquitetura bonita que você encontra quando viaja, vamos explorar mais!!

E O Rastro me despertou um orgulho, pois saiu fora dessa caixa que a anos os cineastas vinham explorando. Fiquei extremamente feliz por finalmente os brasileiros (afinal de contas os cineastas nos representam) mostrarem o potencial que o nosso país tem.

Claro que o filme tem algumas falhas, ele não é perfeito, mas por ter sido, bem dizer, a primeira vez que tem um filme de terror, e por ter a qualidade que teve a produção (gente, parece muito filme americano!!) e com um orçamento baixo, acredito que mereça 5 estrelas, Agoraaa, se for comparar com outros 500 filmes de terror que já assistimos por aí, leva 3 estrelinhas.

ENFIM, espero que daqui pra frente só melhore, pois O Rastro deu um belo de um pontapé inicial. Então galera, se possível, vá ao cinema!! Vamos incentivar esse novo tipo de cinema/produção que surgiu por aqui!

PS I: Se estiver esperando ver sangue voando para todos os lados, esquece! Esse é um terror psicológico, com muitos barulhos (ou seja, impossível não se assustar…)

PS II: Amei o prédio! Apesar de velho ele é muito bonito! Que vitrais maravilhosos! Para quem quiser saber, foi filmado na Beneficência Portuguesa no bairro Glória do Rio de Janeiro.

Curiosidades

Algumas curiosidades da Coletiva de Imprensa na qual participei com o elenco do filme:

  • Declaração de André Pereira, roteirista :“A gente fez um terror tropical. Por exemplo, nos filmes, normalmente quando há uma presença de espírito, ou fantasma, tudo fica frio, gelado. No nosso filme, tudo fica quente, os personagens começam a suar”
  • Leandra Leal e boa parte da equipe nasceram no hospital em que foi filmado o longa.
  • Segundo relato da produção, havia ratos, morcegos e pombos e, apesar de ser o cenário perfeito para um filme de terror, precisou passar por uma higienização para ter condições mínimas de filmagem.
  • Enquanto Rafael Cardoso filmava uma cena, uma porta que estava diante dele se abriu sozinha. Ele contou que na hora morreu de medo, então olhou assustado para a porta se abrindo, mas acabou seguindo a cena. Na qual foi acrescentada um efeito e indo parar no filme.
  • O diretor J.C. Feyer estava sozinho na locação e decidiu checar sua decupagem antes de encerrar o dia de trabalho. O material estava no final do corredor aonde havia uma luz acesa. Quando ele chegou à mesa e abriu os papéis, a luz se apagou. Sem pensar duas vezes, ele fechou os papéis, saiu correndo e só voltou de novo acompanhado de toda a equipe.
  • O teto do local havia desabado há alguns anos. Toda a equipe de produção do longa precisou utilizar capacetes de segurança para trabalhar
  • Depois de visitar diversos hospitais para a locação (muitos em situação ainda pior do que o que foi escolhido). Enquanto assinavam os contratos para a utilização do prédio selecionado, um grupo de homens entrou no hospital e começou a lacrar todas as portas. Eles avisaram que o terreno havia sido apropriado e que a atual administração não teria mais nenhum poder – situação muito semelhante à que ocorre no filme. Para piorar, a pessoa com quem Malu negociava começou a reagir com frases praticamente idênticas àquelas usadas pelo personagem de Jonas Bloch, que interpreta o diretor do hospital desativado, como se conhecesse as falas sem jamais ter lido o roteiro.

Créditos: Guia da Semana, Judão, Cinema Uol.


Avaliação: 4estrela (4 Estrelas)

Para assistir com a família (pai, mãe, vó, sobrinhos): Sim!

Risco: Achar um pouco parado.

Tem na Netflix: Não.

Sinopse: João (Rafael Cardoso) é um médico escolhido para coordenar a remoção de pacientes de um antigo hospital prestes a ser desativado. Na noite da transferência, uma menina de dez anos desaparece sem deixar vestígios. Quanto mais João se aproxima da verdade, mais ele mergulha em um universo obscuro, que nunca deveria ser revelado. Créditos: Cinemaginando

Trailer: 

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